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Escore de Cálcio das Artérias Coronárias, Fatores de Risco e Desfechos Clínicos na Doença Arterial Coronariana Não Obstrutiva: Um Estudo de Seguimento de Longo Prazo

May 2026 · Arquivos Brasileiros de Cardiologia · Vol 123 · 1 citation · 27 references
Medicine

Abstract

Resumo Fundamento: O valor prognóstico da mensuração do escore de cálcio das artérias coronárias (CAC) na doença arterial coronária (DAC) não obstrutiva (definida como estenose < 50%) não está suficientemente descrito. Objetivos: Investigar a associação entre a mensuração do CAC, fatores de risco cardiovascular e desfechos clínicos em pacientes com DAC não obstrutiva. Métodos: Ao todo, 2.509 pacientes foram submetidos à angiotomografia coronariana (angioTC) e acompanhados por 8,9 ± 2,6 anos. Conforme o CAD-RADS™ 2.0, a carga de placa foi classificada em ausente, leve, moderada e alta/muito alta. O desfecho primário foi um composto de mortalidade por todas as causas, síndrome coronariana aguda/infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. A significância estatística foi estabelecida em 5%. Resultados: O escore de CAC foi 0 em 45,4% dos pacientes, 1-99 em 36,6% e ≥ 100 em 18,0%. Correspondentemente, 38,3% dos pacientes não apresentavam lesões coronarianas, 38,5% apresentavam lesões leves, 14,1% lesões moderadas e 9,2% lesões altas/muito altas. Entre os pacientes com CAC = 0, a ausência de lesões coronarianas predominou (81,2%), enquanto foi rara entre aqueles com CAC ≥ 100. O desfecho primário ocorreu em 4,9% dos pacientes, predominantemente impulsionado pela mortalidade por todas as causas. Entre os 396 pacientes com angioTC coronariana seriada (intervalo médio: 6,5 ± 2,6 anos), a progressão do CAC (> 2,5 de aumento com base no método da raiz quadrada) foi observada em 41,9%. A carga de placa aumentou em paralelo. O escore de CAC apresentou associação positiva com a carga de placa e com fatores de risco cardiovascular. Conclusões: Na DAC não obstrutiva, o CAC está presente em mais da metade dos pacientes e está associado tanto à carga de placa quanto aos fatores de risco cardiovascular. A incidência do desfecho primário aumenta proporcionalmente à carga de fatores de risco e aos níveis de CAC. O CAC e a carga de placa progridem concomitantemente ao longo do tempo, sustentando o papel do CAC como marcador substituto da progressão da aterosclerose subclínica.

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