DIAGNÓSTICO E ABORDAGENS NO TRATAMENTO DO TRANSTORNO DISTÍMICO
Abstract
Objetivo: Reunir e discutir evidências recentes sobre o diagnóstico e as principais abordagens terapêuticas do transtorno distímico, atualmente enquadrado no DSM-5 como transtorno depressivo persistente (TDP). Metodologia: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura na base PubMed com os descritores “Dysthymic Disorder” e “Therapeutics”, abrangendo publicações dos últimos cinco anos. Resultados: A cronicidade dos sintomas compromete o funcionamento psicossocial e dificulta o diagnóstico diferencial, sobretudo em relação a outros quadros depressivos e alterações neurodegenerativas. No âmbito farmacológico, os antidepressivos de segunda geração representam a primeira linha, embora apresentem limitações de resposta em parcela expressiva dos pacientes. Fármacos como amantadina e lamotrigina surgem como opções promissoras para casos refratários, ainda carecendo de evidências robustas. Dentre as estratégias não farmacológicas, a terapia cognitivo-comportamental (incluindo modalidades digitais) e a prática regular de exercícios físicos demonstram relevância na mitigação dos sintomas e no ganho de qualidade de vida. Conclusão: O diagnóstico preciso e a individualização terapêutica, integrando intervenções farmacológicas e não farmacológicas, são fundamentais para o manejo efetivo da condição, ressaltando-se a necessidade de novas pesquisas clínicas delineadas para este público.