ATUALIZAÇÕES CLÍNICAS E TERAPIAS BIOLÓGICAS NO TRATAMENTO DA URTICÁRIA CRÔNICA
Abstract
A urticária crônica (UC) é uma doença inflamatória cutânea caracterizada pela presença recorrente de urticas, angioedema ou ambos por período superior a seis semanas, comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Este estudo reuniu e discutiu as principais atualizações sobre a fisiopatologia, o diagnóstico e o tratamento da UC, com destaque para as terapias biológicas e as novas moléculas direcionadas. Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa, com busca na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Chronic Urticaria” e “Therapeutics”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram selecionados artigos originais, ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e consensos internacionais publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português ou inglês. A literatura analisada demonstra que os anti-histamínicos H1 de segunda geração permanecem como tratamento de primeira linha, com possibilidade de aumento da dose em até quatro vezes. O omalizumabe consolidou-se como importante alternativa para casos refratários. Entre as novas opções terapêuticas, destacam-se o dupilumabe, os inibidores da tirosina quinase de Bruton (especialmente o remibrutinibe) e os tratamentos direcionados ao receptor KIT, como o barzolvolimabe. Outras estratégias, incluindo os antagonistas do MRGPRX2 e os inibidores de JAK, apresentam resultados iniciais promissores. Apesar dos avanços, persistem desafios relacionados ao diagnóstico tardio, à ausência de biomarcadores preditivos e à dificuldade de remissão sustentada. Conclui-se que o tratamento da UC tende à individualização, pautada em mecanismos moleculares e na resposta clínica.