Abstract Background The prognostic utility of the Hata angiographic classification for long-term outcomes in Takayasu arteritis (TAK) remains unclear. Objectives To evaluate the prognostic value of the Hata classification for predicting major adverse cardiovascular events (MACE) and the need for vascular interventions in patients with TAK. Methods This single-center, retrospective cohort study included patients diagnosed with TAK between 2000 and 2025. Multivariate logistic regression analyses were performed to identify independent predictors, with statistical significance defined as p < 0.05. Results Of 203 patients initially identified, 18 were excluded. The final cohort included 185 patients, of whom 80.0% were women, with a median age at diagnosis of 29 years. Type V was the predominant angiographic pattern (64.9%). During a median follow-up of 10.8 years, MACE occurred in 35.7% of patients, while 37.3% required vascular intervention. The Hata classification was not associated with MACE occurrence. Independent predictors of MACE included female sex, which was protective (odds ratio [OR], 0.38; 95% CI, 0.17-0.86; p = 0.021), and longer symptom onset-to-diagnosis time, which increased risk (OR, 1.10; 95% CI, 1.03-1.18; p = 0.006). In contrast, the Hata classification independently predicted the need for vascular intervention. Hata Type I showed a strong protective association compared with Type V (OR, 0.10; 95% CI, 0.01-0.53; p = 0.029). Baseline aortic insufficiency was also independently associated with a higher likelihood of intervention (OR, 2.54; 95% CI, 1.18-5.60; p = 0.018) (Central Illustration). Conclusions The Hata classification appears to be a robust predictor of vascular intervention but not MACE in TAK. Greater anatomical disease extension (Type V) and baseline aortic insufficiency were associated with increased procedural risk, whereas MACE risk was associated with diagnostic delay and male sex. The observed long-term dissociation between high rates of clinical remission (92.4%) and continued disease progression underscores the importance of imaging-based surveillance and highlights the need for prospective multicenter studies to validate these findings.
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Resumo Fundamento A utilidade prognóstica da classificação angiográfica de Hata para desfechos em longo prazo na arterite de Takayasu (AT) permanece incerta. Objetivos Avaliar o valor prognóstico da classificação de Hata na predição de eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM) e da necessidade de intervenções vasculares em pacientes com AT. Métodos Este estudo de coorte retrospectivo, de centro único, incluiu pacientes diagnosticados com AT entre 2000 e 2025. Análises de regressão logística multivariada foram realizadas para identificar preditores independentes, considerando-se significância estatística quando p < 0,05. Resultados Dos 203 pacientes inicialmente identificados, 18 foram excluídos. A coorte final foi composta por 185 pacientes, dos quais 80,0% eram do sexo feminino, com mediana de idade ao diagnóstico de 29 anos. O Tipo V foi o padrão angiográfico predominante (64,9%). Durante um seguimento mediano de 10,8 anos, ECAM ocorreram em 35,7% dos pacientes, enquanto 37,3% necessitaram de intervenção vascular. A classificação de Hata não apresentou associação com a ocorrência de ECAM. Os preditores independentes de ECAM incluíram sexo feminino, associado a efeito protetor (odds ratio [OR], 0,38; intervalo de confiança de 95% [IC 95%], 0,17-0,86; p = 0,021), e maior intervalo entre o início dos sintomas e o diagnóstico, associado a aumento do risco (OR, 1,10; IC 95%, 1,03-1,18; p = 0,006). Em contraste, a classificação de Hata foi preditora independente da necessidade de intervenção vascular. O Tipo I de Hata apresentou forte associação protetora em comparação ao Tipo V (OR, 0,10; IC 95%, 0,01-0,53; p = 0,029). Além disso, insuficiência aórtica basal associou-se independentemente a maior probabilidade de intervenção (OR, 2,54; IC 95%, 1,18-5,60; p = 0,018) (Figura Central). Conclusões A classificação de Hata demonstrou ser um preditor robusto de necessidade de intervenção vascular, mas não de ECAM, em pacientes com AT. Maior extensão anatômica da doença (Tipo V) e insuficiência aórtica basal associaram-se a maior risco de procedimentos vasculares, enquanto o risco de ECAM esteve relacionado a atraso diagnóstico e sexo masculino. A dissociação observada em longo prazo entre elevadas taxas de remissão clínica (92,4%) e progressão contínua da doença reforça a importância do acompanhamento baseado em métodos de imagem e destaca a necessidade de estudos prospectivos multicêntricos para validação desses achados.
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